Contexto
A plataforma de investimentos da GCB forçava o usuário a navegar por uma tela de categorias antes de ver qualquer ativo. Dados do Metabase apontavam uma perda de 52,6% dos usuários entre a entrada na prateleira e a listagem de ativos, o maior ponto de abandono do funil, antes de qualquer contato com produto ou simulador.
A diretoria havia proposto uma solução para otimizar a tela de categorias. A análise do funil indicava outra direção.
Problema
A etapa de seleção de categoria não adicionava valor perceptível ao usuário, ela criava fricção antes de o produto aparecer. O dado mostrava que, dos usuários que passavam pela categoria e chegavam à listagem, 96,85% avançavam normalmente. A etapa não filtrava intenção; ela apenas atrasava o acesso ao ativo.
A counter-proposta do time foi eliminar essa etapa, tornando a listagem de ativos o ponto de entrada direto da prateleira. Uma premissa que existia na plataforma desde o início seria questionada com evidência.
Pesquisa
Duas frentes simultâneas: análise de funil no Metabase e pesquisa com 81 detratores (usuários que não investiram). O NPS desse grupo foi de -100. Os principais bloqueadores: falta de confiança na GCB (18%), percepção de rentabilidade fraca (13%) e ausência de diferenciação clara frente a Nubank, BTG e XP.
A pesquisa confirmou que o problema ia além da navegação, mas a fricção da prateleira era o gargalo mais imediato e acionável. O teste foi estruturado como experimento A/B controlado.
Solução
Eliminação da tela de categorias como etapa obrigatória. A nova prateleira lista os ativos diretamente, permitindo que o usuário compare por rentabilidade, liquidez e prazo sem intermediação de filtro categórico.
Uma mudança estrutural simples, mas que exigiu defender uma direção oposta à proposta da diretoria, sustentada inteiramente em dados.
Resultado
A variante se tornou a experiência padrão para todos os usuários. A meta mensal foi revisada de R$ 500K para R$ 1,8M após o teste, reflexo do novo patamar de performance estabelecido pela mudança.