Contexto
A Adiante Recebíveis opera antecipação de notas fiscais para PMEs, 24x7, automático, sem análise manual. O problema: o produto foi construído para antecipar por parcela, não pela nota completa. Uma nota com 3 parcelas gerava 3 eventos independentes, que podiam ser antecipados em instituições financeiras diferentes.
Isso criava fricção invisível nas métricas, mas muito visível para o cliente.
Problema
Pesquisa qualitativa com cedentes revelou um padrão que os dados quantitativos não mostravam: o sacado (quem paga a nota) recebia cobranças de múltiplas instituições para a mesma compra. Isso danificava o relacionamento comercial entre cedente e sacado, e afastava clientes da Adiante por motivos que a empresa nunca sabia.
Além do problema de experiência, a operação por parcela era um bloqueador de roadmap: novos modelos de simulação e antecipação dependiam de tratar a nota como unidade de decisão. Enquanto isso não mudasse, o produto não evoluía.
Pesquisa
Metodologia de entrevistas com cedentes PMEs. A hipótese era que havia fricção não mapeada no pós-antecipação, confirmada quando usuários descreveram, espontaneamente, conflitos com seus próprios clientes por cobranças duplicadas.
Nenhum alerta formal havia chegado ao produto via suporte ou jurídico. O sinal só apareceu em entrevista.
Solução
Migração completa do modelo: a unidade mínima de antecipação passou de parcela → nota fiscal completa. Isso eliminou, por design, a possibilidade de fracionamento entre instituições.
Junto com a mudança estrutural, unificamos os dois fluxos de antecipação que coexistiam na plataforma em um único fluxo, com inspiração em e-commerce para reduzir carga cognitiva. O lançamento seguiu uma régua progressiva: testers → base completa, com coleta de feedback no intervalo.
Resultado
O crescimento do ticket médio é o dado mais importante: como o usuário passou a selecionar todas as parcelas de uma nota de uma vez, o volume por operação subiu organicamente, efeito direto e esperado da mudança de modelo, não um ganho incidental. A mudança também removeu o débito técnico que bloqueava a evolução do produto, abrindo caminho para novas iniciativas de simulação.